Relatório do progresso em África de 2014

CEREAIS, PEIXE, DINHEIRO

África é um continente rico. Algumas das suas riquezas, especialmente o petróleo, o gás e os minerais, causaram um crescimento económico rápido ao longo da última década. Porém, a derradeira medida do progresso é o bem-estar das pessoas – e o crescimento recente de África está longe de alcançar o que devia em termos de redução da pobreza e da fome ou de melhoramentos na saúde e na educação.

Para sustentar um crescimento que melhore a vida de todos os africanos, o continente precisa de uma transformação económica que se baseie nas outras riquezas de África: a sua terra fértil, os seus vastos recursos piscatórios e florestais e a energia e o engenho do seu povo. O Relatório do Progresso em África de 2014 descreve a configuração que uma tal transformação assumiria e como pode África alcançá-la.

A agricultura tem de estar no centro dessa transformação. A maior parte dos africanos, incluindo a vasta maioria das pessoas pobres de África, continua a viver e trabalhar em zonas rurais, principalmente como pequenos agricultores. Na ausência de um setor agrícola florescente, a maioria dos africanos ficará à deriva perante a maré alta da prosperidade.

Para concretizar uma tal transformação, África terá de superar três grandes obstáculos: a falta de acesso a serviços financeiros formais, a debilidade das infraestruturas do continente e a carência de fundos para investimento público. O Relatório do Progresso em África de 2014 descreve o modo como os governos africanos e os seus parceiros internacionais podem cooperar para afastar esses obstáculos – e possibilitar que todos os africanos beneficiem da extraordinária riqueza do seu continente.

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Reforçar os efeitos de uma década de crescimento

O rápido crescimento económico da África Subsariana na última década é algo que vale a pena celebrar. O crescimento apresentou uma média igual ou superior a 5% ao ano, impulsionado pela procura interna, o investimento estrangeiro, a robustez dos preços das mercadorias básicas e o melhoramento da governação económica. Porém, a derradeira medida do progresso é o bem-estar das pessoas – e o crescimento económico de África está longe de alcançar o que devia em termos de redução da pobreza, da fome e da mortalidade infantil ou de melhoramentos na educação.

Esta parte do relatório analisa os motivos pelos quais os benefícios do crescimento não estão a ser partilhados e descreve a transformação económica de que o continente precisa para sustentar um crescimento de longo prazo que melhore as vidas e as perspetivas de todos os africanos.

A pobreza é mais profunda em África do que noutros lugares: é necessário um maior crescimento para elevar uma pessoa pobre média acima do limiar de pobreza. Os altos níveis e desigualdade inicial enfraquecem o poder do crescimento para reduzir a pobreza e grande parte do crescimento africano tem-se concentrado em setores como os das minas e do petróleo, que têm pouco efeito nas zonas rurais onde vive a maioria dos pobres de África.

A solução para a alteração deste cenário reside no crescimento inclusivo na agricultura, acompanhado pela diversificação económica, pela expansão da indústria transformadora e das novas tecnologias e pelo desenvolvimento de recursos humanos qualificados. Programas de proteção social bem concebidos podem proteger as famílias vulneráveis contra situações críticas, apoiar a saúde e a educação e contribuir diretamente para o crescimento.

 

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