Relatório do progresso em África de 2012

PANORÂMICA DO RELATÓRIO

Para muitas populações africanas, o crescimento rápido e o aumento da riqueza não se traduziram no melhoramento das suas vidas. O Relatório do Progresso em África de 2012 analisa três componentes vitais para a transformação de uma retoma económica promissora numa recuperação sustentada e em desenvolvimento humano duradouro: empregos, justiça e equidade.
As economias de África estão a crescer consistentemente mais depressa do que as de quase todas as outras regiões e ao dobro do ritmo registado nos anos 1990. Pela primeira vez em mais de uma geração, o número de pessoas que vivem na pobreza baixou. Há menos crianças a morrer antes dos cinco anos e mais a entrar para a escola. A democracia está a ganhar raízes mais profundas. Os padrões de governação estão a melhorar.
Contudo, há um lado oposto no balanço. Por toda a África há países a ficarem mais ricos, mas setores inteiros da sociedade a serem deixados para trás. Após uma década de crescimento robusto, quase metade dos africanos continua a viver com menos de 1,25 dólares por dia. As disparidades de riqueza são crescentemente visíveis. O atual padrão de crescimento com redistribuição lenta está a deixar demasiadas pessoas na pobreza, demasiadas crianças com fome e demasiados jovens sem emprego. O acesso desigual à saúde, à educação, à água e ao saneamento está a reforçar desigualdades mais vastas. A pequena agricultura não tem feito parte do surto de crescimento, o que deixa as populações rurais encurraladas na pobreza e na vulnerabilidade.
As desigualdades profundas, persistentes e duradouras que são evidentes por todo o continente têm consequências. Enfraquecem os laços de confiança e solidariedade em que se alicerçam as sociedades. A longo prazo, debilitarão o crescimento económico, a produtividade e o desenvolvimento dos mercados.
O Relatório do Progresso em África de 2012 destaca os empregos porque os meios de subsistência desempenham um papel fundamental nas oportunidades de vida das pessoas, e porque África precisa urgentemente de criar empregos para uma população jovem crescente. Destaca a justiça e a equidade porque estas estão ausentes da vida de demasiados africanos, tornando o atual crescimento socialmente insustentável.

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Africa Progress Report 2012

"ÁFRICA EM ASCENSÃO" – MAS ENQUANTO ALGUNS AFRICANOS ESTÃO EM ASCENSÃO, OUTROS NÃO

África tem uma oportunidade sem precedentes de definir um rumo para o crescimento económico sustentado, a prosperidade partilhada e um avanço na redução da pobreza. Mas essa viagem não acontecerá sem medidas resolutas e mudanças cruciais para tornar o crescimento mais equitativo.
No campeonato mundial do crescimento económico, África subiu à primeira liga. Contudo, o registo geral de desenvolvimento de África não acompanha o seu crescimento económico. A maioria dos países africanos não conseguirá atingir a maior parte das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio porque está a ser travada por desigualdades profundamente enraizadas.
O desafio é aproveitar o crescimento económico para uma distribuição mais equitativa das oportunidades e do rendimento, mobilizando as receitas do crescimento para utilização em serviços básicos e infraestruturas económicas que ofereçam maiores oportunidades às populações pobres. Os governos de todo o continente devem também desenvolver padrões de crescimento de emprego intensivo com níveis mais elevados de competências e produtividade.
Os governos de África e os seus parceiros do desenvolvimento devem iniciar, com caráter de urgência, um “grande impulso” no sentido dos ODM. Muitos doadores não cumpriram a sua parte do compromisso dos ODM. Embora as parcerias globais para a saúde tenham produzido resultados, outras áreas críticas, como as da água, do saneamento e da educação, enfrentaram problemas na mobilização de apoios.

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